Medida deve gerar economia de R$ 168 milhões em aluguéis
Por Isabel Dourado
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou nesta terça-feira (9) o início da ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), em Taguatinga. Segundo a governadora, a medida deve reduzir gastos com aluguel, descentralizar serviços públicos, além de impulsionar o desenvolvimento da região entre Taguatinga e Ceilândia.
A medida deve gerar uma economia de até R$168 milhões por ano com despesas de aluguel de imóveis utilizados por órgãos do governo. Segundo a governadora, a mudança deve acontecer de forma gradual.
“A decisão da ocupação do CAD-DF não é só em termos de economia de aluguel, mas também uma decisão em termos de mobilidade e descentralização aqui da capital, para que a gente possa ter uma mobilidade mais fluida e outros tipos também de localização estratégica aqui no Distrito Federal”, afirmou Celina Leão.
Nesta primeira etapa, cinco secretarias serão transferidas integralmente para o complexo, enquanto Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo passarão a funcionar parcialmente no local. De acordo com o GDF, inicialmente, cinco blocos serão ocupados no complexo, que dispõe de capacidade para receber até 1.638 servidores.
A ocupação marca o início da utilização efetiva do empreendimento após mais de uma década de impasses judiciais e administrativos. A primeira pasta a iniciar a mudança será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF).
Também estão previstas as transferências da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), da Secretaria de Mobilidade (Semob), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do DF Legal.
Segundo informações do GDF, as secretarias selecionadas para esta primeira etapa já estavam próximas do vencimento ou da renovação de contratos, o que deve evitar gastos com multas rescisórias.
Contratos
O governo calcula que os contratos de aluguel atualmente mantidos pelas secretarias representam cerca de R$ 14 milhões por mês. Atualmente, o GDF desembolsa cerca de R$ 168 milhões por ano com locações de imóveis. Apenas as cinco pastas que serão integralmente transferidas nesta primeira etapa somam uma economia anual superior a R$ 18 milhões.
O GDF informou o mobiliário e os equipamentos já existentes nas secretarias serão reaproveitados. A previsão é que os gastos se concentrem apenas em pequenos reparos e adequações necessárias para o funcionamento dos blocos que serão utilizados na primeira fase.