Ex-governador dirige o próprio carro, não usa seguranças e afirma ter sido seguido por veículo que exibiu arma de fogo — Polícia Civil não divulgou nenhuma diligência
O ex-governador José Roberto Arruda registrou uma ocorrência policial relatando ter sido perseguido por um veículo suspeito e ameaçado com arma de fogo no Lago Sul, em Brasília, no dia 30 de abril. Vinte dias depois, o caso segue sem qualquer avanço divulgado pela Polícia Civil do Distrito Federal, apesar da gravidade do relato e da identificação parcial do veículo envolvido.
Segundo o registro, Arruda — que costuma dirigir o próprio carro e não utiliza seguranças em compromissos pessoais — percebeu que um Renault Clio preto acompanhava seu trajeto ao sair de casa para buscar a filha na escola. Mais tarde, ao chegar à residência de um amigo na QI 9, foi informado pelo caseiro de que um homem fotografava a casa e que o mesmo carro permanecia parado nas proximidades.
Um amigo do ex-governador chegou a registrar imagens do veículo. Ao deixar o local, Arruda novamente identificou o automóvel atrás de si, seguindo seu percurso pela via principal do Lago Sul. Nas proximidades do Centro Comercial Gilberto Salomão, ao emparelhar com o veículo em um semáforo, o motorista teria levantado a mão e exibido uma arma de fogo.
Arruda acelerou e seguiu para a 10ª DP (Lago Sul), onde afirmou ter condições de reconhecer o suspeito. Apesar disso, não houve divulgação de diligências, identificação do motorista ou coleta de imagens de câmeras públicas e privadas da região.

Também não foi considerada — ao menos publicamente — a hipótese de o veículo pertencer a agentes em carro descaracterizado, prática comum em operações policiais no DF. A PCDF não informou se há linhas de apuração em andamento.