Entre janeiro e março deste ano, 4.089 recém-nascidos foram beneficiados com leite humano no Distrito Federal, segundo dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). De acordo com a pasta, o número é ligeiramente superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando 4.028 bebês receberam o alimento. Mesmo assim, a coleta ainda está abaixo do ideal.
O Ministério da Saúde reforça que o leite humano é essencial para todos os bebês, em especial para a saúde e sobrevivência de bebês prematuros e de baixo peso (com menos de 2.500 g), que estão internados e não podem ser amamentados pelas próprias mães.
Segundo a coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno da pasta, Graça Cruz, a meta é de 2 mil litros por mês para garantir o atendimento a todos os bebês prematuros e de baixo peso que estão internados em unidades de tratamento intensivo (UTIs) neonatais. O leite humano tem diversos benefícios: ajuda na flora intestinal, no metabolismo, no desenvolvimento cognitivo, cerebral e imunológico do bebê. Dessa forma, o recém-nascido se beneficia de todos os componentes do leite.
“A prioridade são sempre os recém-nascidos prematuros de baixo peso e bebês doentes. Desde novembro, tivemos uma queda maior nas doações, principalmente por causa das férias. Normalmente, em março já melhora, mas mês passado foram coletados apenas 1,7 mil litros”, afirma Cruz.
No ano passado, a Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal (rBLH-DF) atendeu a 16 mil recém-nascidos, incluindo prematuros e bebês com baixo peso. Nesse período, foram coletados mais de 21 mil litros de leite humano, com média aproximada de 1.752 litros por mês. A Secretaria em parceria com o Corpo de Bombeiros, é responsável por cerca de 92% das coletas domiciliares no DF, com 27 mil visitas realizadas em 2025.
Rede ativa
De acordo com informações da Secretaria de Saúde, no DF, a rede de leite humano conta com 14 bancos de leite e sete postos de coleta. Os bancos são responsáveis por todo o processo: apoiam as mães na amamentação, recebem o leite doado, realizam o controle de qualidade e a pasteurização antes da distribuição aos bebês. Já os postos de coleta funcionam como pontos de apoio, oferecendo orientação às mães e recolhendo o leite, que depois é encaminhado aos bancos.
Entre janeiro e março de 2026, foram registrados 44.309 atendimentos individuais em amamentação, contra 50.546 no mesmo período de 2025. Apesar da queda, a coleta de leite humano cresceu: passou de 4.365,9 litros no primeiro trimestre do ano passado para 4.675,2 litros em 2026.