Celina Leão anuncia intenção de nova pasta
Capital não figura entre cidades inteligentes do país
Brasília não aparece no ranking Connected Smart Cities 2025, levantamento que reúne as cidades mais inteligentes do país. A ausência da capital federal revela a falta de políticas estruturadas em mobilidade, inovação e governança.
Em resposta, a governadora Celina Leão (PP) anunciou a intenção de criar a Secretaria de Cidades Inteligentes, Desenvolvimento e Tecnologia, voltada para modernizar a gestão pública. A proposta surge após falhas na folha de pagamento da saúde, mas ainda não há definição de prazos ou formatos para a nova pasta.
A ideia é digitalizar processos e aplicar inteligência artificial para reduzir erros administrativos. O desafio será transformar a iniciativa em política concreta capaz de recuperar o tempo perdido e colocar o Distrito Federal em condições de competir com outras capitais que já avançaram em mobilidade urbana, energia limpa e participação cidadã.

Critérios e exemplos internacionais de cidades inteligentes
O Connected Smart Cities, referência nacional, estabelece parâmetros claros para definir quais municípios podem ser considerados inteligentes. São 75 indicadores distribuídos em 13 dimensões, incluindo mobilidade urbana, meio ambiente, educação, saúde, segurança, inovação e governança.
Projetos estruturados em transporte público, energia limpa, inclusão digital e participação cidadã são decisivos para a classificação. Em 2025, Vitória (ES) liderou o ranking por avanços em mobilidade e governança, seguida por Florianópolis (SC) e Niterói (RJ).
No cenário internacional, cidades como Barcelona e Singapura oferecem exemplos de ecossistemas maduros. Barcelona consolidou políticas de governança participativa e inovação urbana, enquanto Singapura utiliza big data e sensores para monitorar tráfego e qualidade do ar, integrando tecnologia à vida cotidiana. Amsterdã, por sua vez, aposta em energia limpa e soluções de mobilidade compartilhada.
A ausência de Brasília no ranking reflete a distância em relação a esses modelos: para figurar entre as cidades inteligentes, o Distrito Federal precisará ampliar sua estratégia além da digitalização administrativa e investir em soluções que impactem diretamente a qualidade de vida da população.