A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou, na terça-feira (24), a Operação Impostor para desarticular um grupo investigado por aplicar o chamado golpe do falso PIX.
A ação resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e na prisão de quatro suspeitos, localizados em Aparecida de Goiânia (GO), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ), com apoio das polícias civis desses estados.
A investigação é conduzida pela Divisão de Defraudações e Falsificações (Difraudes), vinculada à Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) da PCDF.
Segundo os levantamentos, os envolvidos atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas e uso de dados coletados em redes sociais para aplicar fraudes eletrônicas em diferentes estados.
Como era o golpe
De acordo com a apuração, os suspeitos se passavam por filhos das vítimas ao utilizar imagens reais encontradas em perfis públicos. Com esse material, iniciavam contato por aplicativos de mensagem e solicitavam transferências via PIX, alegando situações emergenciais.
A estratégia levava familiares a acreditar na veracidade do pedido, resultando em prejuízos financeiros.
Até o momento, foram identificadas mais de 40 vítimas, com perdas que ultrapassam R$ 350 mil. A polícia aponta, no entanto, que o número pode ser maior, devido à falta de registro formal de ocorrências por parte de pessoas afetadas.
A análise de dados bancários indica movimentações compatíveis com a prática investigada em diversos estados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, agentes apreenderam celulares, computadores e documentos que podem contribuir para o avanço das investigações. O material será submetido à perícia para identificação de outros participantes e detalhamento da atuação do grupo.
A ação teve como objetivo interromper as atividades ilícitas, reunir provas e rastrear o destino dos valores obtidos.
A polícia também busca identificar possíveis conexões com outras ocorrências semelhantes registradas no país. As equipes envolvidas atuaram de forma integrada, com troca de informações entre unidades especializadas, o que permitiu a localização dos alvos e o cumprimento simultâneo das medidas judiciais.
As investigações seguem em andamento para localizar novos envolvidos, ampliar o número de vítimas identificadas e esclarecer a estrutura completa do esquema.
Também são analisados registros financeiros e comunicações para mapear a circulação dos recursos e identificar contas utilizadas nas transferências.