O Distrito Federal registrou 5.588 prisões em flagrante por violência doméstica em 2025, o que representa a média de uma detenção a cada uma hora e meia. Os dados constam no levantamento da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), que contabilizou 23.066 ocorrências de agressões contra mulheres no período.
O estudo, elaborado pela Subsecretaria de Gestão da Informação, consolida informações detalhadas sobre o perfil das vítimas, características dos autores e as circunstâncias predominantes dos casos registrados na capital.
A análise indica que os finais de semana concentram 36% das ocorrências, com incidência maior à noite.
O domingo destaca-se como o dia da semana com maior frequência de casos, reunindo 19% dos registros.
O estudo aponta que a residência familiar permanece como o local de maior vulnerabilidade, sendo o palco de 69,4% dos episódios.
Em relação à tipificação, a agressão psicológica foi a mais recorrente, presente em 77% das queixas, enquanto a violência física foi identificada em 29,3% dos boletins de ocorrência analisados.
Quanto ao perfil das vítimas, a maior concentração de agressões atinge mulheres entre 18 e 39 anos. O grupo de 18 a 29 anos representa 32,3% do total, seguido pela faixa de 30 a 39 anos, com 30,9% dos registros.
Todos os casos tiveram autoria identificada, somando 20.160 agressores distintos. Deste montante, 89,5% são homens (18.036 indivíduos) e 10,5% são mulheres (2.124 pessoas).
O relatório também mapeou a repetição de episódios: das 20.572 vítimas no ano, 2.628 (ou 12,8%) registraram duas ou mais ocorrências, evidenciando a persistência do ciclo de violência.
Houve aumento de 17,3% no descumprimento de medidas protetivas ante 2024.
A SSP-DF utiliza o monitoramento tecnológico via Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP) e o Viva Flor. Atualmente, o DPP monitora 627 pessoas, enviando alertas imediatos em caso de aproximação proibida. Já o Viva Flor possibilita o socorro em situações de risco, atendendo 1.734 mulheres.