Por Isabel Dourado
Familiares e amigos de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, morto pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, realizaram neste domingo (29) uma passeata no centro de Brasília em busca de justiça. O grupo pede o indiciamento dos outros quatro ocupantes do carro que acompanhavam o ex-piloto no dia da briga, ocorrida em 22 de janeiro e que terminou com a morte do adolescente Rodrigo. A manifestação começou em frente a Torre de TV e seguiu até o prédio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Os manifestantes usavam camisetas brancas estampadas com o rosto de Rodrigo, nas quais se podia ler o pedido de justiça. Eles também levaram cartazes cobrando a respinsabilização de todos os envolvidos no caso.
A família de Rodrigo já havia solicitado a abertura de um inquérito em uma coletiva de imprensa realizada no dia 27 de fevereiro, data em que o pai do adolescente, Ricardo Carneiro, e a irmã Isabela Fleury, participaram da entrevista, visivelmente abalados emocionalmente. O advogado que representa a família, Albert Halex, informou que foram feitos dois pedidos à Justiça do DF para que os outros quatro ocupantes do veículo que estavam junto com Pedro Turra no momento da briga também sejam responsabilizados pelo crime.
Até agora, apenas Pedro Turra, foi denunciado por homicídio doloso pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Ele permanece preso em cela individual no Complexo da Papuda. “A defesa e a família têm a convicção de que houve premeditação e todos devem ser denunciados. De fato, eles praticam o crime em bando, em várias oportunidades. Em todos os outros casos de agressão de Pedro, essas mesmas pessoas também tiveram participação, então é um modus operandi desse bando”, afirmou Halex.
Pessoas que não conheciam Rodrigo Castanheira também participaram da passeata em solidariedade. O deputado distrital pastor Daniel de Castro (PP) compareceu e se manifestou nas redes sociais. “Nossa caminhada hoje é por justiça. Pedimos ao doutor Jorge, que é o chefe do Ministério Público, juntamente com os procuradores, que esse processo seja revisado, analisado, estudado. O pedido da família não é por revolta, não é por vingança. A família do Rodrigo Castanheira clama pela justiça porque outros deveriam estar nesse inquérito e presos.”
Durante a briga que foi gravada, Pedro Turra desferiu vários socos contra Rodrigo. Ele sofreu traumatismo craniano severo e foi levado ao hospital em estado crítico. Rodrigo passou por uma cirurgia de emergência para drenagem de sangue no crânio, após o rompimento de uma artéria. O jovem ficou internado por 16 dias em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos. Rodrigo Castanheira morreu no dia 7 de fevereiro e foi sepultado no dia seguinte, no cemitério Campo da Esperança, da Asa Sul, sob forte comoção e pedido de justiça.