A 2ª edição do projeto Conexões de Quebrada amplia as ações culturais no Distrito Federal ao anunciar a produção de um livro coletivo com textos e ilustrações de mulheres de todo o Brasil que vivenciaram violência doméstica.
A programação, que também integra atividades culturais, tem início na sexta-feira (6), com atividades presenciais na Gerência de Atendimento em Meio Aberto (Geama), no setor Administrativo com apresentações de breaking. A ação conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).
Haverá ainda o chamamento nacional, previsto para a segunda quinzena do mês, que será voltado à seleção de conteúdos literários e visuais para a publicação.
Desenvolvido pelos institutos Transforma e Periferia Livre, o trabalho utiliza elementos do Hip-Hop como ferramenta pedagógica e de cuidado coletivo.
Nesta etapa, a escrita criativa passa a integrar o processo formativo como instrumento de expressão e elaboração de memórias, somando-se às práticas corporais, sonoras, visuais e orais já aplicadas pelo movimento.
O edital permitirá a participação de mulheres de diferentes regiões do país, que poderão enviar produções autorais para a obra final. O material selecionado dará origem à publicação, que reunirá poesias, contos e ilustrações, formando um registro coletivo de experiências e trajetórias de superação.
O projeto mantém oficinas gratuitas em outros espaços de Planaltina, como o Centro Especializado de Atendimento à Mulher e o Centro de Ensino Fundamental 03. As atividades abordam graffiti, DJ, rap e encontros voltados à saúde mental, com acessibilidade em Libras.
O Conexões de Quebrada conta com parceria da Casa da Mulher no Hip-Hop, Neolim e Grupo Mandala. As ações seguem até maio, quando ocorre o encerramento com programação cultural aberta ao público.