O governo do Distrito Federal (GDF) aplicou R$ 70 milhões na ampliação do sistema de endereçamento urbano e na melhoria da orientação viária em todo o DF.
A iniciativa levou o modelo histórico de sinalização, antes restrito ao Plano Piloto, para as 35 regiões administrativas, com a instalação de 50 mil novas placas. O conjunto passou a integrar a rotina de moradores e visitantes, facilitando a localização de vias, equipamentos públicos e áreas comerciais em cidades como Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Guará e Samambaia.
A ação foi executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), responsável pela fabricação e implantação das estruturas. As peças são produzidas na própria unidade, em etapas que envolvem montagem, soldagem, tratamento anticorrosivo, pintura e aplicação de películas refletivas e letras.
A capacidade atual permite a confecção mensal de cerca de 250 placas de endereçamento urbano e até 600 unidades voltadas à malha rodoviária, o que garante reposição contínua e expansão gradual do sistema.
O padrão segue o projeto criado em 1976 pelo arquiteto, urbanista e designer Danilo Barbosa, elaborado com foco na leitura clara das informações e na integração visual com a paisagem urbana.
O uso de cores distintas identifica funções específicas, como orientação direcional, identificação de locais, explicações complementares e pontos de interesse turístico, conforme normas internacionais de sinalização.
Em 2012, uma placa-modelo passou a integrar o acervo permanente de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna, em Nova York, o que deu projeção internacional ao sistema brasiliense.
Para o GDF, a expansão para além da área central do Plano Piloto reforça a padronização visual do território e contribui para a organização dos espaços urbanos.
A ampliação do endereçamento também fortalece a identificação das comunidades com seus bairros e ruas, ao oferecer referências claras e permanentes em todo o DF.
Moradores relataram, em entrevista à Agência Brasília, impactos diretos no dia a dia.