A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou o primeiro caso de Mpox em janeiro de 2026. Trata-se de paciente do sexo masculino, residente no Plano Piloto, na faixa etária de 40 a 49 anos de idade. Em nota, a pasta informou que “após avaliação médica, não foi identificada a necessidade de internação. Na época, o paciente recebeu todas as orientações para evitar a transmissão do vírus e controlar os sintomas da doença.”
De acordo com a Secretaria, no Distrito Federal, é realizado o monitoramento constante da doença, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do DF (Cievs-DF). A unidade tem plantão 24 horas e acompanha casos suspeitos no Brasil e no exterior. Não há outros casos em investigação na capital. A mpox é uma doença causada pelo mpox vírus (MPXV), pertencente à família Poxviridae. Os sintomas incluem lesões na pele (que evoluem de manchas para bolhas com pus e crostas), febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e gânglios inchados (ínguas). As lesões podem surgir no rosto, mãos, pés, boca ou região genital.
Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de transmissão da mpox ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa (pele, secreções) e exposição próxima e prolongada com gotículas e outras secreções respiratórias. A virologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Clarissa Damaso, esclarece que desde 2022, o vírus vem sendo transmitido em diversos países ao redor do mundo. Em 2024, o Brasil voltou a registrar um aumento no número de casos. Os números atuais de casos são mais baixos do que os registrados em janeiro e fevereiro do ano passado.
“Temos uma transmissão baixa, tanto que é apenas um caso em Brasília. No Brasil, estamos com mais de 40 casos. Nesta época do ano, é mais comum por conta das festas, principalmente neste período — a semana de Carnaval ainda não terminou. Mas por que eu estou falando isso? Porque o vírus que causa a mpox é transmitido por contato. Então, qualquer contato com a lesão de uma pessoa que esteja infectada traz uma grande chance de infecção. Algumas pessoas apresentam um maior número de lesões, enquanto outras têm pouquíssimas lesões.” Ainda de acordo com a virologista, pessoas que fazem sexo com múltiplos ou parceiros desconhecidos correm maior risco.
O diagnóstico da mpox é realizado de forma laboratorial, por teste molecular. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal alerta que a melhor forma de prevenir a doença é evitar o contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados. A Secretaria de Saúde reforça que se houver sintomas da doença, é fundamental buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).