Mesmo com pouco mais de seis décadas de existência, Brasília consolidou blocos tradicionais que seguem marcando o Carnaval de rua. Essas agremiações, criadas entre as décadas de 1970 e 1990, anualmente reúnem foliões e preservam manifestações culturais que ajudaram a formar a identidade da capital.
O DF Folia 2026, iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), incluiu grupos históricos do Carnaval local.
Um dos exemplos é o Galinho de Brasília, fundado em 1992 por amigos pernambucanos que decidiram levar à capital referências da folia de Recife e Olinda após não conseguirem viajar durante o confisco da poupança.
A primeira saída ocorreu na Asa Sul e deu origem ao bloco e ao Grêmio de Expressões Nordestinas (Grem).
Outro destaque é a Baratona, cuja origem remonta a 1976, quando moradores passaram a percorrer bares da Asa Sul em clima carnavalesco. Com o tempo, a iniciativa se transformou em um evento estruturado, voltado à convivência familiar, onde álcool e cigarros são proibidos.
Também criado em 1992, o Raparigueiros passou a levar ao público músicas associadas ao Carnaval baiano. O grupo surgiu de encontros informais de jovens que acompanhavam outros blocos tradicionais e, com o crescimento da participação popular, incorporou trio elétrico e estrutura própria, tornando-se um dos símbolos da festa na cidade.
O DF Folia 2026 contou com um investimento de R$ 10 milhões, dos quais mais de R$ 8 milhões foram destinados diretamente aos blocos. Ao todo, 73 agremiações receberam recursos públicos para garantir infraestrutura e segurança. A programação ocorreu no Plano Piloto e em regiões administrativas como Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Planaltina, Gama, Sobradinho e São Sebastião, ampliando o acesso da população às atividades.