Primeira antena do novo sistema será içada na Torre de TV, nesta segunda
TV Câmara e EBC assumem protagonismo na modernização da televisão aberta
Brasília será palco de um marco histórico nesta segunda-feira (02), com o içamento da primeira antena de TV 3.0 do país na Torre de TV. O evento marca o início da implantação da nova geração da televisão aberta brasileira, que promete transformar a experiência dos telespectadores ao oferecer imagem em ultra definição, som imersivo e conteúdos interativos, sem perder a gratuidade característica da radiodifusão.
A instalação da antena, prevista para as 11h, depende das condições climáticas e será acompanhada da montagem de equipamentos de transmissão na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O sistema permitirá testes contínuos e compartilhados entre todas as emissoras da capital, colocando Brasília na vanguarda da modernização tecnológica.
A Câmara dos Deputados (por meio da TV Câmara) e a EBC ganharam protagonismo nesse processo. Autorizadas pela Anatel e pelo Grupo de Implantação da TV Digital (Gired) há duas semanas, as duas instituições poderão utilizar estações-teste em Brasília e São Paulo para transmissões regulares, sem prejuízo dos ensaios técnicos. A estratégia repete o modelo adotado em 2007, quando o Brasil iniciou a transição para a TV digital.
O que é a TV 3.0
A TV 3.0 representa um salto em relação ao sistema atual, a chamada TV 2.0. A nova tecnologia integra radiodifusão e internet, permitindo que o telespectador acesse conteúdos extras, participe de enquetes, acompanhe estatísticas em tempo real e até realize compras diretamente pela tela. Mesmo sem conexão, os canais abertos continuarão disponíveis gratuitamente, mas a internet ampliará as opções de interatividade.
Para receber o sinal, será necessário um conversor compatível, inicialmente estimado em cerca de R$ 400. O Ministério das Comunicações, no entanto, prevê queda nos preços à medida que a produção em escala avance e que os televisores passem a sair de fábrica já com a tecnologia embutida. A transição será gradual: não há previsão de desligamento imediato da TV digital atual, e os dois sistemas vão coexistir até que a TV 3.0 se torne padrão.
O impacto para o público será significativo. Além da qualidade superior de áudio e vídeo, a tecnologia traz a promessa de maior transparência e diversidade de serviços, aproximando a TV aberta das plataformas digitais sem abrir mão de sua função social. Para Brasília, o içamento da antena simboliza não apenas inovação tecnológica, mas também o protagonismo da capital na construção do futuro da comunicação pública no Brasil.