O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) teve uma redução de 71,74% nos trotes nos últimos três anos. Em 2023, foram 16.075 registros indevidos. Em 2024, o número caiu para 12,7 mil. Em 2025, houve 4,5 mil ocorrências.
Segundo a SES, a diminuição dos trotes está relacionada a ações educativas e capacitações. Entre as iniciativas está o projeto Samuzinho, que oferece orientação em primeiros socorros em escolas públicas e privadas.
No mesmo período, a estrutura de veículos da SES chegou a 289 unidades distribuídas entre as sete regiões de saúde do DF, o Samu e unidades de referência.
Somente o Samu conta com 38 ambulâncias, sendo 31 de suporte básico e sete de suporte avançado. O atendimento inclui ainda equipes de motos e um helicóptero operado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).
As equipes do serviço atenderam quase 89 mil chamados em 2023, 80,3 mil em 2024 e 80,6 mil em 2025.
Também houve reforço da SES no preparo dos profissionais para situações de saúde mental e para atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista. No último ano, foi realizado treinamento específico voltado a emergências psiquiátricas.
O transporte de pacientes em estado grave entre unidades é coordenado pela Central de Regulação de Transporte Sanitário. O contrato foi firmado com a empresa Só Saúde, que opera quatro ambulâncias de suporte avançado, com três em atividade diária e uma de reserva.
No último trimestre, foram registradas quase 1,4 mil remoções, com média de 16 deslocamentos por dia.
Em média, as equipes levam 90 segundos para coletar informações iniciais e 127 segundos para definir o tipo de suporte necessário.
Entre 2023 e 2024, 74 novas viaturas foram incorporadas à rede pública. A pasta também adicionou 50 veículos para reforçar a logística, incluindo caminhões, furgões e vans para distribuição de medicamentos e apoio a ações da Saúde. O investimento supera R$ 28 milhões.