Apesar do cenário positivo, a SES-DF reforça a importância da manutenção dos cuidados, principalmente durante o verão. A dengue apresenta comportamento sazonal e tende a registrar maior ocorrência nos períodos mais quentes e chuvosos, quando aumentam as condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Mesmo com a redução dos casos de dengue em 2025, a Secretaria de Saúde manteve ações contínuas de prevenção em todo o Distrito Federal. Ao longo do ano, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram mais de 1,8 milhão de residências, além de atuar em locais públicos e áreas com maior circulação de pessoas.
As ações envolveram diferentes estratégias de controle e monitoramento do mosquito transmissor. Entre elas, a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em pontos estratégicos, a instalação de mais de 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas e o uso de 3,8 mil ovitrampas para acompanhamento da presença do Aedes aegypti.
Números nacionais são altos
Até o final de 2025 (especificamente até 26 de dezembro), o Brasil registrou 1.660.190 casos prováveis de dengue e 1.762 mortes confirmadas pela doença.
Estes números, provenientes do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, representam uma queda significativa de 75% nos casos prováveis e de 72% nas mortes em comparação com o ano de 2024, que teve a pior crise de dengue já registrada no país.
A taxa de incidência nacional foi de 781 casos por 100.000 habitantes. A região Sudeste concentrou a maioria dos casos (68%) e mortes (73%), seguida pelas regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
São esses os estados com maior número de casos: São Paulo (900.677 casos), Minas Gerais (167.400), Paraná (110.896) e Goiás (101.795).